domingo, 9 de março de 2014

Texto: Educação Escolar de Pessoa com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Autores: Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira.


O texto apresenta de maneira elucidativa os processos que podem fazer acontecer a inclusão de alunos com surdez na Escola Comum. Discorre inicialmente sobre a contestação das ideias contrárias à Perspectiva da Educação Inclusiva para inclusão desses alunos, pois tais ideias desviam a integração entre as pessoas com surdez com as ouvintes, segundo Damázio (2010):

Enfim, refutamos essas propostas que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que elas possuem; e rompemos com o embate gestualistas e oralista, pois ele prejudica o desenvolvimento dessas pessoas na instituição escolar, quando canaliza a atenção dos profissionais da escola para o problema da língua em si. (p.48)

Reforça a ideia de interpretar a pessoa com surdez a partir da ponto de vista pós-moderno como um individuo capaz de se desenvolver, que foca seu fazer e pensar em suas habilidades, descentralizando-se das impossibilidades. Expõe que ela não deve ser limitada a cultura surda contrariamente deve ser estimulada nos aspectos cognitivos, culturais, sociais e linguísticos.

Esclarece que na escola pública brasileira a abordagem pedagógica para a pessoa com surdez deve ser Bilíngue conforme o Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, em que determina a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa preferencialmente na modalidade escrita, sejam simultânea por contribuem para a formação educacional para a pessoa surda.  Dessa forma, Damázio (2010), traz a compreensão esse o processo educativo para a pessoa com surdez apresenta um problema:

 “da qualidade pedagógica e não um problema somente focado nessa ou naquela língua, ou mesmo numa diferença cultural, uma comunidade com identidades surdas próprias.” (p.50-51).

Apresenta a estratégia de aprender a aprender da pessoa com surdez em um ambiente pedagógico adequado em que há a simbiose, explicada pela Pedagogia Relacional que centraliza o sentido do ser humano ser capaz de forma-se por contextos significativos, que intencionam desenvolvê-lo nos aspectos como:

 na vontade, na inteligência, no conhecimento e em ideias sociais despertando-o nas suas qualidades e estabelecendo um movimento relacional sadio entre meio ambiente, descartando tudo que é inútil, sem valor real para a vida (p.53).

A partir desse entendimento, legitima a construção do Atendimento Educacional Especializado para a pessoa com surdez em três modalidades.

Atendimento Educacional Especializado em Libras na escola Comum é caracterizado pela ação de trabalhar todos os conteúdos da sala de aula comum em LIBRAS, com os alunos surdos e preferencialmente esse professor deve ser surdo também. O planejamento do Atendimento deve ser feito juntamente com os professores das disciplinas da sala comum, mais o professor especializado e o professor de Língua Portuguesa, todos eles precisam ter o domínio da Língua de Sinais.

Atendimento Educacional para o Ensino de LIBRAS menciona o aprendizado de LIBRAS por todos os alunos com surdez da escola comum trabalha-se especificidade dessa Língua de Sinais, principalmente dos termos científicos usados em sala de aula. O Professor ou instrutor de LIBRAS deve considerar os seguintes pontos para o Atendimento: analisar termos científicos do contexto dos conteúdos deve compreender e compartilhar com os professores das disciplinas e assim criar sinal para o termo cientifica que precisa; essa criação precisa de avaliação dessa forma verifica-se a correspondência do domínio semântico e/ou empréstimo lexicais e registros desses sinais para consultas.

Atendimento Educacional para o Ensino de Língua Portuguesa o objetivo desse é  que o aluno com surdez tenha competência gramatical, linguística e textual em Língua Portuguesa para formação de sequências linguísticas bem formadas.. O planejamento deve ser realizado entre os professores de Língua Portuguesa e da escola comum. O texto conclui com essas afirmativas possíveis para que a pessoa com surdez possa estudar na escola comum a partir da Perspectiva da Educação Inclusiva.

Todas essas afirmativas são expostas no texto como possibilidades  para que a pessoa com surdez estude na escola comum a partir da Perspectiva da Educação Inclusiva.

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão. Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.