O
texto apresenta de maneira elucidativa os processos que podem fazer acontecer a
inclusão de alunos com surdez na Escola Comum. Discorre inicialmente sobre a
contestação das ideias contrárias à Perspectiva da Educação Inclusiva para
inclusão desses alunos, pois tais ideias desviam a integração entre as pessoas
com surdez com as ouvintes, segundo Damázio (2010):
Enfim,
refutamos essas propostas que separam as pessoas com surdez das pessoas
ouvintes, negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que
elas possuem; e rompemos com o embate gestualistas e oralista, pois ele
prejudica o desenvolvimento dessas pessoas na instituição escolar, quando
canaliza a atenção dos profissionais da escola para o problema da língua em si.
(p.48)
Reforça
a ideia de interpretar a pessoa com surdez a partir da ponto de vista
pós-moderno como um individuo capaz de se desenvolver, que foca seu fazer e
pensar em suas habilidades, descentralizando-se das impossibilidades. Expõe que
ela não deve ser limitada a cultura surda contrariamente deve ser estimulada
nos aspectos cognitivos, culturais, sociais e linguísticos.
Esclarece
que na escola pública brasileira a abordagem pedagógica para a pessoa com
surdez deve ser Bilíngue conforme o Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, em
que determina a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa
preferencialmente na modalidade escrita, sejam simultânea por contribuem para a
formação educacional para a pessoa surda.
Dessa forma, Damázio (2010), traz a compreensão esse o processo
educativo para a pessoa com surdez apresenta um problema:
“da qualidade pedagógica e não um problema
somente focado nessa ou naquela língua, ou mesmo numa diferença cultural, uma
comunidade com identidades surdas próprias.” (p.50-51).
Apresenta
a estratégia de aprender a aprender da pessoa com surdez em um ambiente
pedagógico adequado em que há a simbiose, explicada pela Pedagogia Relacional
que centraliza o sentido do ser humano ser capaz de forma-se por contextos
significativos, que intencionam desenvolvê-lo nos aspectos como:
na vontade, na inteligência, no conhecimento e
em ideias sociais despertando-o nas suas qualidades e estabelecendo um
movimento relacional sadio entre meio ambiente, descartando tudo que é inútil,
sem valor real para a vida (p.53).
A
partir desse entendimento, legitima a construção do Atendimento Educacional
Especializado para a pessoa com surdez em três modalidades.
Atendimento
Educacional Especializado em Libras na escola Comum é caracterizado pela ação
de trabalhar todos os conteúdos da sala de aula comum em LIBRAS, com os alunos
surdos e preferencialmente esse professor deve ser surdo também. O planejamento
do Atendimento deve ser feito juntamente com os professores das disciplinas da
sala comum, mais o professor especializado e o professor de Língua Portuguesa,
todos eles precisam ter o domínio da Língua de Sinais.
Atendimento
Educacional para o Ensino de LIBRAS menciona o aprendizado de LIBRAS por todos
os alunos com surdez da escola comum trabalha-se especificidade dessa Língua de
Sinais, principalmente dos termos científicos usados em sala de aula. O
Professor ou instrutor de LIBRAS deve considerar os seguintes pontos para o
Atendimento: analisar termos científicos do contexto dos conteúdos deve
compreender e compartilhar com os professores das disciplinas e assim criar
sinal para o termo cientifica que precisa; essa criação precisa de avaliação
dessa forma verifica-se a correspondência do domínio semântico e/ou empréstimo
lexicais e registros desses sinais para consultas.
Atendimento
Educacional para o Ensino de Língua Portuguesa o objetivo desse é que o aluno com surdez tenha competência
gramatical, linguística e textual em Língua Portuguesa para formação de
sequências linguísticas bem formadas.. O planejamento deve ser realizado entre
os professores de Língua Portuguesa e da escola comum. O texto conclui com
essas afirmativas possíveis para que a pessoa com surdez possa estudar na
escola comum a partir da Perspectiva da Educação Inclusiva.
Todas
essas afirmativas são expostas no texto como possibilidades para que a pessoa com surdez estude na escola
comum a partir da Perspectiva da Educação Inclusiva.
DAMÁZIO,
M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar
de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção.
Revista Inclusão. Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.