sexta-feira, 11 de julho de 2014

“O modelo dos modelos” Italo Calvino


O texto Modelo dos modelos do autor Ítalo Calvino apresenta o desejo de construção de modelos mentais do Sr. Palomar, assim, estabelece alguns critérios para que o modelo seja perfeito; o primeiro, que seja um modelo geometricamente exato; segundo, o modelo deve confirmar sua adaptação para a experiência e terceiro, que o modelo tenha coincidência com a realidade.

Em sua busca encontra o obstáculo da figura humana com seus contornos de “monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. ” Conforme o texto a partir dessa percepção os modelos desejáveis pelo Sr.  Palomar neste momento, era o que fosse cristalino e capaz também de rescindir outros modelos encontrados, ou ele mesmo. Assim, neste caminho de criação de modelos e prática, ele confronta-se com seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”. O texto traz que tudo que foi investido até agora é necessário para compreender a realidade. 

Em que este texto relaciona-se com a Sala do AEE? Neste momento são possíveis algumas respostas, porque ela assume um papel em fazer com que todos da escola perceba como os alunos com deficiência são singulares em suas capacidades. O trabalho desenvolvido pela sala assiste aos professores da sala regular de maneira colaborativa, para qualificar a integração pedagógica dos alunos na escola.  Contribui para que os colegas dos alunos com deficiência se percebam diferentes também entre si e que estão juntos na mesma sala. Para os funcionários divulga as maneiras de atuação com cada um deles. Para a gestão escolar é o braço forte para que a inclusão aconteça em detalhes. Para a família é representa um leque de informações, conforto emocional e segurança. A sala do AEE é um modelo que em sua essência desafia a si própria, para gerar olhares sobre o todo, em que a pessoa é mais do que suas dificuldades, proporciona abertura para questionar de que maneira podemos atuar respeitando cada aluno que está na escola. Referenciando-se nas ideias do texto a sala do AEE precisa percorrer esse caminho dos supostos modelos desejáveis e refletir sobre a sua impossibilidade, o que há, é a consciência que o ser humano é singular em suas atitudes, e condição física, o caminho para lhe atender é o reconhecimento das diferenças e diversidades de recursos.

 

 

 

 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

DISCIPLINA AEE TGD


Título da atividade: Fichas de comunicação. 

Público a que se destina, qual transtorno, para que idade: Alunos com TGD, a partir da Educação Infantil. 
 
Representação visual do recurso utilizado:



 
Descrição da atividade: 

As gravuras das fichas foram retiradas do sitehttp://www.catedu.es/arasaac/ . 
Neste site há diversas opções de gravuras importantes e interessantes que são auxílios para construção de placas, fichas e pranchas de comunicação para o aluno com TGD. Dependendo do aluno o próprio site pode ser usado diretamente por ele com as devidas intervenções dos professores e responsáveis. 

Possíveis intervenções do professor do AEE:

Essas fichas de comunicação podem ser usadas numa conversa informal com o aluno, para o acolhimento no início do atendimento. Por exemplo:

- Olá Joaquim! Tudo bem? (Nesse momento pode-se apresentar fichas referente a esta situação)

- O que você comeu no almoço? (Fichas representado almoço, jantar, café da manhã e merenda)

* Vamos supor que o aluno comeu carne.

- Você comeu carne frita ou cozida? (Apresentar as fichas para que ele demonstre dentre as opções)

*Vamos supor também que ele bebeu algo no almoço.

- O que você bebeu suco ou refrigerante? (Apresentar as fichas para que ele indique o que bebeu). 

Esse site nos oferece várias possibilidades de criação de atividades para desenvolver a comunicação e a linguagem dos alunos com TGD, a programação dessas atividades deve ser realizada de acordo o nível de comunicação e linguagem do aluno (maior ou menor). Independente desse nível o objetivo é sempre o seu desenvolvimento. Deve-se observar o desempenho do aluno e propor outros avanços ou atividades diferentes.

 

 


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla

 Surdocegueira é definido por Lagati (1995, p.306) de acordo a sua grafia:
 Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo.
Compreende-se dessa forma que a Surdocegueira implica em prejuízos além da surdez e da cegueira mediante as necessidades linguísticas e sensoriais.
As pessoas com Surdocegueira pode ser subdivididas em quatro categorias de acordo McInnes (1999):
- Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
- Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
- Indivíduos que se tornaram surdocegos;
- Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente.  
De acordo o autor os indivíduos dessa última categoria tem deficiências agregadas de aspecto físico e intelectual.  Informa que as quatro categorias podem ser incorporadas em Surdocegos ou Surdocegos Adquiridos, e de acordo a idade ainda há uma possível classificação de Pré-línguístico ou Surdoscegos Pós-linguisticos. 
Deficiência Múltipla
De acordo (MEC/SEESP, 2002) as pessoas consideradas com deficiência múltipla são aquelas que têm mais de uma deficiência unificada. Afeta mais ou menos o funcionamento individual e o relacionamento social, pode ser identificada em diferentes tipos de pessoas mediante seu aspecto heterogêneo. É um grupo de pessoas que se constituem com características especificas e peculiares que requer principalmente uma atenção direta sobre o aspecto da comunicação e o posicionamento.
Bibliografia
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 1 - A pessoa com Surdocegueira. Capítulo 2 - A pessoa com Deficiência Múltipla.

 

domingo, 9 de março de 2014

Texto: Educação Escolar de Pessoa com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Autores: Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira.


O texto apresenta de maneira elucidativa os processos que podem fazer acontecer a inclusão de alunos com surdez na Escola Comum. Discorre inicialmente sobre a contestação das ideias contrárias à Perspectiva da Educação Inclusiva para inclusão desses alunos, pois tais ideias desviam a integração entre as pessoas com surdez com as ouvintes, segundo Damázio (2010):

Enfim, refutamos essas propostas que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que elas possuem; e rompemos com o embate gestualistas e oralista, pois ele prejudica o desenvolvimento dessas pessoas na instituição escolar, quando canaliza a atenção dos profissionais da escola para o problema da língua em si. (p.48)

Reforça a ideia de interpretar a pessoa com surdez a partir da ponto de vista pós-moderno como um individuo capaz de se desenvolver, que foca seu fazer e pensar em suas habilidades, descentralizando-se das impossibilidades. Expõe que ela não deve ser limitada a cultura surda contrariamente deve ser estimulada nos aspectos cognitivos, culturais, sociais e linguísticos.

Esclarece que na escola pública brasileira a abordagem pedagógica para a pessoa com surdez deve ser Bilíngue conforme o Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, em que determina a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa preferencialmente na modalidade escrita, sejam simultânea por contribuem para a formação educacional para a pessoa surda.  Dessa forma, Damázio (2010), traz a compreensão esse o processo educativo para a pessoa com surdez apresenta um problema:

 “da qualidade pedagógica e não um problema somente focado nessa ou naquela língua, ou mesmo numa diferença cultural, uma comunidade com identidades surdas próprias.” (p.50-51).

Apresenta a estratégia de aprender a aprender da pessoa com surdez em um ambiente pedagógico adequado em que há a simbiose, explicada pela Pedagogia Relacional que centraliza o sentido do ser humano ser capaz de forma-se por contextos significativos, que intencionam desenvolvê-lo nos aspectos como:

 na vontade, na inteligência, no conhecimento e em ideias sociais despertando-o nas suas qualidades e estabelecendo um movimento relacional sadio entre meio ambiente, descartando tudo que é inútil, sem valor real para a vida (p.53).

A partir desse entendimento, legitima a construção do Atendimento Educacional Especializado para a pessoa com surdez em três modalidades.

Atendimento Educacional Especializado em Libras na escola Comum é caracterizado pela ação de trabalhar todos os conteúdos da sala de aula comum em LIBRAS, com os alunos surdos e preferencialmente esse professor deve ser surdo também. O planejamento do Atendimento deve ser feito juntamente com os professores das disciplinas da sala comum, mais o professor especializado e o professor de Língua Portuguesa, todos eles precisam ter o domínio da Língua de Sinais.

Atendimento Educacional para o Ensino de LIBRAS menciona o aprendizado de LIBRAS por todos os alunos com surdez da escola comum trabalha-se especificidade dessa Língua de Sinais, principalmente dos termos científicos usados em sala de aula. O Professor ou instrutor de LIBRAS deve considerar os seguintes pontos para o Atendimento: analisar termos científicos do contexto dos conteúdos deve compreender e compartilhar com os professores das disciplinas e assim criar sinal para o termo cientifica que precisa; essa criação precisa de avaliação dessa forma verifica-se a correspondência do domínio semântico e/ou empréstimo lexicais e registros desses sinais para consultas.

Atendimento Educacional para o Ensino de Língua Portuguesa o objetivo desse é  que o aluno com surdez tenha competência gramatical, linguística e textual em Língua Portuguesa para formação de sequências linguísticas bem formadas.. O planejamento deve ser realizado entre os professores de Língua Portuguesa e da escola comum. O texto conclui com essas afirmativas possíveis para que a pessoa com surdez possa estudar na escola comum a partir da Perspectiva da Educação Inclusiva.

Todas essas afirmativas são expostas no texto como possibilidades  para que a pessoa com surdez estude na escola comum a partir da Perspectiva da Educação Inclusiva.

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão. Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.

 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO

Sugestão de Filme com audiodescrição:


O GIRASSOLZINHO


É um filme interessante e simples que conta a história de um girassol. A narração, as imagens, os efeitos sonoros são atraentes para as crianças. Sugiro alguns objetivos e assuntos que podem ser trabalhado de acordo a idade do aluno:
Objetivos
- Despertar e apreciar a escuta de história.
- Motivar o interesse por leitura.
Assuntos
- Cores
- Nome de flores
- Tempo: Dia e noite
- Descrição do ambiente
- Reflexão sobre os momentos difíceis que podem nos acometer durante a vida e como devemos agir diante deles.
 -Reflexão sobre esperança e persistência.
- Criação artística, a partir da descrição do ambiente.
 
PARA SABER MAIS SOBRE AUDIODESCRIÇÃO...
 
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que possibilita o desenvolvimento do conhecimento de pessoas cegas, o objetivo é incluí-la em eventos diversos em que possa participar, apreciar, divertir-se e opinar sobre episódios culturais como: teatro, programas de TV, musicais, danças, espetáculos, desfiles, congressos, seminários, mostras, peça de teatro, vídeo, filme, slides, passeios turísticos, palestras, aulas, feiras e outros mais. A audiodescrição é realizada por meio da informação sonora. No Brasil a NOTA TÉCNICA Nº 21 / 2012 regulamenta a audiodescrição e a define:
“A descrição de imagens é a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito.”
(NOTA TÉCNICA Nº 21 / 2012 / MEC / SECADI /DPEE)
O recurso incide na exposição intensa e prática de todos os dados que percebemos visualmente e que não aparecem nos diálogos, isto acontece quando são informados os detalhes das expressões faciais e corporais e ainda, do meio ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudança de tempo e espaço e leitura de qualquer texto que aparece na tela. Ao mesmo tempo em que a pessoa participa do evento a audiodescrição é realizada. Esse recurso possibilita que a pessoa cega perceba a subjetividade do evento, ela é realizada entre os espaços dos diálogos.
Referências:
BRASIL. Nota Técnica, Nº. 21. Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível – Mecdaisy. MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponívelem:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=. Acesso em 18/11/2013.
AudioDescrição(http://www.audiodescricao.com.br)
BlogdaAudiodescrição(http://www.blogdaaudiodescricao.com.br)
Filmesquevoam(http://www.filmesquevoam.com.br)
MidiaceMídiaAcessível(http://www.midiace.com.br)
Ver com Palavras - Audiodescrição (http://www.vercompalavras.com.br

 




 
 
 
 
 

domingo, 20 de outubro de 2013


FORMAS GEOMÉTRICAS

 
 
Mecanismo de aprendizagem.

Atenção: Refere-se disponibilidade de conhecimentos por meio dos sentidos e a quantidade de informação mental; o aluno com DI tem dificuldade de gerenciar sua aprendizagem para resolver problemas, guiar sua atenção e fazer associações.
Memória: Refere-se ao processo de retenção e recuperação da informação; o aluno com DI tem dificuldade em agrupar, reagrupar, notar os objetos em suas diversas formas, tamanho ou cores, com também nos demais artifícios existentes nos ambientes e nas relações interpessoais.
Preparação: Recortar em cartolina ou EVA três formas geométricas de cada (quadrado, circulo, triângulo e retângulo) em cores primárias inicialmente, depois em mais cores variadas.
 
 Utilização: 
1. Espalhar as formas no chão e pedir que a criança encontre peças na sala (o ambiente pode ser preparado para esse fim) com a mesma cor ou forma indicada. Uma cor ou forma de cada vez ou para o aluno em nível mais avançado usar mais de um comando.
2.  As peças podem ser numeradas e solicitar que o aluno encontre o número correspondente ao número indicado.
3. Classificar as formas geométricas por cores ou formas.
4. A partir de um modelo ou por criação própria solicitar que a criança monte figuras possíveis com as peças de figuras geométrica. Sugestão de figuras: palhaço, barco, bola, soldado, gato. Para a montagem pode-se questionar para criança o que está faltando para compor a figura (preparar previamente as possíveis partes que faltam, como olho, boca nariz, rabo, pé. braço e outros dependendo da criação).
5. Organizar uma trilha no chão e solicitar que a criança pise somente numa forma ou cor indicada.
* O professor do AEE poderá trabalhar com o aluno na Sala de Recursos a partir da observação dos espaços do cotidiano em sala, na escola de maneira geral e gradativa, em casa, no percurso do aluno de casa para a escola e outros ambientes familiares ao aluno.
 

 
 

domingo, 8 de setembro de 2013



Tecnologia Assistiva
Prancha de comunicação


 
 
É utilizada para que o aluno possa comunicar-se. Ela pode ser construída de acordo o contexto do aluno, com símbolos, números, letras, gravuras de situações possíveis de comunicação na escola, pode referir-se também as necessidades, ou sentimentos. Deve ser elaborada de acordo as possibilidades motora, cognitiva e  visual  do aluno. Sua aplicabilidade pode ser em casa e na escola, a depender  pode-se colar no caderno do aluno para o acesso imediato, ela dever ser elaborada e recomposta a partir da demanda do usuário.
Essa Tecnologia Assistiva, pode ampliar a comunicação do aluno, a qual garante maior participação na escola e também uma comunicação significativa na família, ampliando para outros ambientes sociais.
Fonte:  SEESP/SEED/MEC – Atendimento Educacional Especializado – Deficiência Física –Brasília/DF - 2007